terça-feira, 13 de setembro de 2016

Rhipsalis e seus dispersores

Fêmea de Gaturamo Verdadeiro (Euphonia violacea) se alimentando dos frutos de Rhipsalis sp.
©Hélcio Granato Menezes - Miracema - Rio de Janeiro - Brasil



A principal forma de dispersão de Rhipsalis se realiza através de pássaros que se alimentam de seus frutos adocicados, vindo posteriormente a eliminar em seus dejetos sementes da planta em galhos de outras árvores.
Os frutos de Rhipsalis possuem alta quantidade de mucilagem (líquido denso e pegajoso) que também obriga os pássaros a limparem o bico após ingerir os frutos, deixando sementes aderentes nesse local.
Dentre esses pássaros os mais efetivos e constantes dispersores de Rhipsalis são Gaturamos, Saíras e Cambacicas, ocasionalmente Sanhaçus e outros frugívoros.
Esse método da planta se utilizar de animais para sua dispersão é chamado na Ciência de Zoocoria.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Rhipsalis cereuscula








 Rhipsalis cereuscula apresenta touceiras compactas, arredondadas, formada por segmentos cilíndricos ou levemente facetados de tamanho pequeno, comprimento entre 1 e 5 centímetros, de cor verde-escura. Dessa massa de segmentos surgem ramos esparsos mais alongados, podendo chegar a 60 cm, crescendo na vertical e se inclinando à medida que sua extremidade ganha volume e peso.ha peso. Todos os segmentos, independente do comprimento, costumam ter uniformidade no diâmetro, tanto nas bases quanto extremidades.
Rhipsalis cereuscula apresenta flores apicais brancas, pétalas acetinadas, diâmetro de 1,5 a 1,7cm, que se polinizadas formarão frutos brancos com diâmetro de 5 a 6 mm.

DISTRIBUIÇÃO:

Encontrada em trechos de Mata Atlântica, sob copas mais densas de árvores, do Nordeste ao Sul do Brasil. Presente também na Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia.


CULTIVO:

Prefere sombra / meia sombra, substrato drenável e úmido, onde apresenta o máximo crescimento vegetativo.



Rhipsalis Cereuscula:
Detalhe dos ramos alongados
e presença de raízes aéreas


Rhipsalis cereuscula: Planta formada a partir de corte -
Artículos pequenos quase esféricos. Presença de
flores e ramos de formação alongados.































Rhipsalis cereuscula: detalhe da formação na extremidade dos artículos secundários.




Rhipsalis cereuscula: formação típica da espécie em meia sombra. 





Rhipsalis cereuscula em cultivo.





Rhipsalis cereuscula - 

sábado, 20 de agosto de 2016

Rhipsalis teres



Rhipsalis teres
Imagem: Eduardo Gardini




Rhipsalis teres se caracteriza por ter segmentos (artículos) lisos, lustros,sendo que os segmentos secundários terminam em formações múltiplas, sempre finais. Normalmente os primeiros segmentos se alongam e se inclinam com o peso dos secundários, ficando estes voltados para baixo.
Flores branco-amareladas, pétalas translúcidas, filetes brancos. Após a Antese (abertura e maturação) as pétalas voltam a se juntar formando um corpo amarelado, de onde surgirá o fruto, caso tenha ocorrido a fecundação. A flor tem 3-4 mm de diâmetro e pode surgir nas extremidades e laterais dos artículos. O fruto tem geralmente a coloração branca, translúcida, podendo ser esférico ou ovalado, tendo de 2 a 5 mm de diâmetro.
É encontrada comumente em regiões de Mata Atlântica, em todo o Sudeste e Sul do Brasil.
Rhipsalis teres tem algumas variações antes tratadas como subespécies e agora como sinonímias:
-heteroclada
-prismática
-capiliformis
Em cultivo Rhipsalis teres mostra preferência por áreas mais sombreadas e maior frequência nas regas, apresentando dessa forma resultados melhores no crescimento, floração e frutificação. Para que as raízes não apodreçam o ideal é um substrato bem drenável.




Rhipsalis teres
Imagem: Eduardo Gardini





Rhipsalis teres
Detalhe da flor
Rhipsalis teres: várias fases da floração.


























Rhipsalis teres: Frutos
Imagem: Eduardo Gardini










sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Rhipsalis grandiflora


Rhipsalis grandiflora
Imagem: Eduardo Gardini


Rhipsalis grandiflora apresenta seus artículos (galhos) cilíndricos, robustos, chegando a 20 cm de comprimento, espessura até 12 mm. Os novos artículos sempre se originam das pontas e tendem a crescer verticalmente, formando touceiras e pendendo conforme aumenta de peso. Encontrada normalmente em bifurcações de árvores frondosas (epífita) e ocasionalmente no solo, sobre superfícies pedregosas (rupícula). A planta adulta forma uma grande touceira que pode atingir um metro de largura por um metro e meio de altura.
Sob a copa de árvores, apresenta tom verde intenso, acetinado. A Sol pleno, sua cor cai para o acinzentado e os artículos são mais curtos e espessos.
Flores branco-creme, filetes brancos, diâmetro aproximado 15mm.
Frutos branco-leitosos, esféricos, eventualmente com pequenas manchas avermelhadas, com 8-10mm de diâmetro.
Distribuição Geográfica:
Sudeste: (Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
Sul: (Paraná, Santa Catarina)
Mata Atlântica, Floresta Ombrófila, Restinga





Rhipsalis grandiflora
Detalhe da flor
Rhipsalis grandiflora: Botões florais
Imagem: Eduardo Gardini





Rhipsalis grandiflora: Frutos
Imagem: Eduardo Gardini




Rhipsalis grandiflora: raízes aéreas
Imagem: Eduardo Gardini




Rhipsalis grandiflora - Detalhe das aréolas, flor e botões florais


quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Hatiora cylindrica

Hatiora cylindrica
© Eduardo Gardini


Espécie epífita /terrestre/rupícola com crescimento vertical, inclinando-se e pendendo à medida que os segmentos ganham volume e peso.
Segmentos em geral com espessura uniforme, gerando brotos apicais (na extremidade dos segmentos) que se desenvolvem sobre o anterior, dando à planta um formato triangular invertido.
Cor normalmente de verde intenso, podendo ficar amarelada a avermelhada conforme o grau de incidência solar.
As flores desenvolvem-se nas extremidades da planta (apicais), de amarelo intenso com marcações sutis avermelhadas nas pétalas e sépalas.
Frutos avermelhados.


Distribuição Geográfica:
Bahia - Espírito Santo - Rio de Janeiro
Tipo de Vegetação
Mata Atlântica
Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial), Restinga



Comparativo entre flores de H. cylindrica (Direita) e H. salicornioides
Escala: 5 milímetros.
© Eduardo Gardini






Hatiora cylindrica - fruit
© Eduardo Gardini






Hatiora cylindrica
© Eduardo Gardini
Hatiora cylindrica
© Eduardo Gardini

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Rhipsalis floccosa ssp. tucumanensis



Rhipsalis floccosa ssp tucumanensis

A planta possui estrutura robusta e alongada, ramos variando entre 6 e 10 mm de espessura, epiderme esverdeada  apresentando pouca ramificação lateral, com ramos apicais sempre em tamanho menor.
Apresenta ovário imerso no caule, aréolas cercadas for muitos filamentos lanosos que cercam flores e frutos.
Diferencia-se da R. floccosa pelos segmentos mais robustos, flores mais claras e frutos maiores.
A flor chega a 18 mm de diâmetro, sempre uma por aréola.
Apresenta frutos grandes (10 mm), brancos com pequenas manchas rosadas na base e parte superior, esféricos com parte superior achatada. mais largos que altos. Cada fruto pode ter de 15 a 30 sementes.
Encontrada originalmente nos Andes Peruanos, Bolívia e Argentina.




Rhipsalis floccosa ssp. tucumanensis
Vários estágios de maturação do fruto





Rhipsalis floccosa ssp. tucumanensis
Detalhe da flor e botão floral
Rhipsalis floccosa ssp. tucumanensis
fruto: visão lateral













sábado, 16 de julho de 2016

Rhipsalis pilocarpa




Rhipsalis pilocarpa
Imagem: Eduardo Gardini



Entre as rhipsalis de ramos cilíndricos, essa é a mais fácil de se identificar pela quantidade de pequenos pelos brancos e macios que cobrem praticamente todos os ramos da planta.
Possui ramos de cor verde-escura alongados com até um metro de comprimento, que se bifurcam para formar ramos terminais menores. Em incidência direta de sol esses ramos tornam-se avermelhados. Rhipsalis pilocarpa possui flores com aproximadamente 2 cm de diâmetro, base pilosa bem verde, pétalas branco-creme, anteras brancas numerosas e longas. Essas flores normalmente se desenvolvem das extremidades dos ramos, chegando a até três por extremidade. Exalam um perfume agradável, amadeirado, perceptível à distância, muito atrativo para as abelhas em geral.
O fruto se desenvolve à princípio esverdeado, tornando-se vermelho intenso e ovalado quando maduro. Esses frutos também são cobertos por pelos prateados e macios, tal qual a maioria da superfície da planta. Cada fruto gera de 10 a 30 sementes, relativamente grandes se comparadas às sementes de outras Rhipsalis.
Originária de Mata Atlântica, ocorre naturalmente em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná. O período de floração se dá entre junho e julho e frutificação em agosto. Frutos bastante atrativos a pequenos pássaros como gaturamos e cambacicas.



Rhipsalis pilocarpa - broto
Rhipsalis pilocarpa
Imagem: Eduardo Gardini









Rhipsalis pilocarpa - Botão floral e fruto maduro
Imagem: Eduardo Gardini

Rhipsalis pilocarpa - Fruto
Imagem: Eduardo Gardini


Rhipsalis pilocarpa - detalhe da flor